PNCE - Plano Nacional da Cultura Exportadora


Exportação ajudou produção de 12 setores em 2017


Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços
05 março 2018 - 08:02

exportação ajudou a elevar a produção física no ano passado. Em 12 de 21 segmentos de atividade houve elevação de volume de exportação e de produção industrial no ano passado. No total da indústria de transformação o quantum embarcado cresceu 1,9% enquanto a produção industrial subiu 2,2%. Analistas avaliam que a recuperação da produção aconteceu em muitos segmentos puxada pela melhora da demanda doméstica, embora a influência positiva das exportações tenha acontecido em todo os ramos nos quais houve elevação do volume embarcado.

 

Além de automóveis, reboques e carrocerias, também houve elevação de volume embarcado e de produção física em segmentos como vestuário, borracha e material plástico, metalurgia, máquinas e equipamentos e móveis. O impacto considerado mais evidente das exportações está no segmento de automóveis, no qual o volume embarcado cresceu 28,2% e a produção física, 17,2% no ano passado, na comparação com 2016. Em relação a 2015 o quantum de vendas ao exterior avançou 48,4% enquanto a produção subiu 3%. Os dados de indústria são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e os de exportação, da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex).

 

"No segmento de automóveis a influência das exportações para a produção é mais evidente", diz André Mitidieri, economista da Funcex. Acordos comerciais com países como Peru e Colômbia e a recuperação da economia argentina, diz ele, propiciaram o deslocamento da produção para o mercado internacional num momento de queda da demanda doméstica.

 

Outro setor em que essa influência parece ter acontecido de forma importante, embora não tão significativa quanto na de veículos, avalia Mitidieri, é na indústria de produtos de borracha e de material plástico. Nesse segmento o volume embarcado subiu 7,2% enquanto a produção aumentou em 4,5%. Altas em 2017 na comparação com o ano anterior. Contra 2015 a quantidade vendida ao exterior nesse ramo avançou 12,6%, mas a produção caiu 2,4%. Parte da produção e da exportação desse ramo, diz o economista, possivelmente está relacionada ao setor automobilístico, com a produção de autopeças.

 

Segundo dados da Funcex, outros segmentos com crescimento destacado de quantum embarcado no ano passado foram máquinas e equipamentos e produtos de madeira, com altas respectivas de 16,2% e de 12,6%. A produção física nesses segmentos cresceu 2,6% e 1,9%, respectivamente.

 

Em alguns segmentos o avanço nas exportações é positivo, mas a parcela embarcada é relativamente pequena em relação ao total produzido, pondera José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). Por isso, explica, o desempenho da exportação acaba tendo efeito menor na produção física. É o caso da confecção de artigos de vestuário e acessórios, no qual o quantum embarcado subiu 6,4% e a produção cresceu 3,5%, provavelmente puxada pela melhora da demanda doméstica.

 

Mitidieri lembra nos casos em que as condições foram favoráveis, o aumento do quantum embarcado aconteceu por conta de deslocamento para a exportação de parte da produção que antes era voltada ao mercado interno. Ele destaca, porém, que nem todos os segmentos conseguiram compensar parte das perdas com mercado interno deslocando produção para o exterior. Castro, da AEB, diz que nem todos as indústrias possuem mercado consolidado para exportação e nem sempre os produtos têm condições de competitividade. Em 2018, diz ele, a recuperação da economia doméstica deve fazer com que a exportação saia do radar de muitas empresas, com a produção antes deslocada para o mercado internacional voltando a atender o mercado interno.

Veículo: VALOR ECONÔMICO -SP


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