PNCE - Plano Nacional da Cultura Exportadora


Fazenda defende menos barreiras comerciais
EXPORTAÇÕES I O Mdic, por outro lado, entende que é preciso proteger os produtos brasileiros quando há concorrência desleal, principalmente, com a sobretaxa americana ligada ao aço


Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços
05 março 2018 - 08:00

Indústrias como aço, químicos, têxteis e alumínio estão preocupadas com o cenário de aumento nas medidas contrárias às exportaçõesao mesmo tempo que ocorre queda nas barreiras às importações. No Governo, existe uma disputa: o Ministério da Fazenda defende menos medidas de defesa comercial, com menor proteção à indústria local e maior abertura do mercado. Mas o Ministério da IndústriaComércio Exterior e Serviços (Mdic )entende que é preciso proteger os produtos brasileiros quando há concorrência desleal.

 

Em janeiro, mesmo com um parecer do departamento técnico do Mdic atestando que houve dumping - que é quando o produto é vendido no exterior a preços mais baixos do que no mercado interno -, os ministros da Câmara de Comércio Exterior (Camex) decidiram seguir o entendimento da Fazenda e não aplicar uma sobretaxa na compra do produto, exatamente o movimento contrário do que faz agora os Estados Unidos.

 

"O mundo está debaixo de uma turbulência enorme. É fundamental que o Brasil tenha uma defesa comercial ágil, técnica, que não seja politizada", afirma o presidente do Instituto Aço Brasil, Marco Polo Lopes.

 

Para o presidente da Associação Brasileira de Alumínio (Abai), Milton Rego, mais preocupante do que o impacto da sobretaxa americana sobre as exportações brasileiras é a provável invasão do alumínio chinês no Brasil, já que a China também será atingida pela decisão do presidente Donald Trump de sobretaxar a importação de alumínio.

 

Brasil é o segundo maior exportador de aço para os EUA. As vendas representam um terço das exportações.

 

Dessa forma, o presidente da Abai acredita que é importante atuar nas duas frentes: na Organização Mundial do Comércio (OMC) para resolver possíveis conflitos, mas também protegendo o mercado interno de produtos que chegam de forma desleal. (Agência Estado)

Veículo: O POVO - CE


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